Site para clínica médica precisa de três camadas que site institucional comum não tem: agenda online integrada (iClinic, Doctoralia, Feegow ou Conexa Saúde), conformidade com a Resolução CFM 1.974/2011 sobre publicidade médica e LGPD Art. 11 para dado sensível, com consentimento granular, ROPA, Encarregado e médico responsável técnico declarado. Sem isso, vira passivo regulatório.
Este post explica o que diferencia um site médico de um institucional comum, o que o CFM proíbe textualmente, como aplicar LGPD Art. 11 em formulário de agendamento, schemas estruturados para busca local de saúde e faixas reais de preço para 2026. Se você já decidiu contratar, vá direto para a página comercial do nosso serviço de site para clínicas.
Por que site de clínica não é site comum
Médico contrata site achando que é igual restaurante ou loja contrata. Não é. Três camadas regulatórias entram no escopo desde a primeira linha — e cada uma delas tem fiscalização ativa em 2026.
A primeira é a Resolução CFM 1.974/2011 e o Manual de Publicidade Médica do Conselho Federal de Medicina. Define o que pode e o que não pode aparecer em peça publicitária de médico ou clínica — site, rede social, anúncio pago. O Conselho Federal de Medicina mantém em torno de 581 mil médicos com registro ativo no Brasil (Demografia Médica CFM 2025), e cada CRM regional abre sindicância ética quando há denúncia de publicidade irregular. O Art. 3º é literal:
"Permite-se a divulgação dos títulos de especialista e dos certificados de áreas de atuação, desde que devidamente reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina e registrados nos Conselhos Regionais de Medicina." — Resolução CFM 1.974/2011, Art. 3º.
A segunda é a LGPD Art. 11 (Lei 13.709/2018). Dado de saúde é categoria especial — regime mais rigoroso que dado pessoal comum do Art. 7º. Toda coleta clínica em formulário exige tratamento diferenciado, com base legal específica e canal do titular ativo. A ANPD aplicou as primeiras sanções administrativas em 2023 e tem ampliado fiscalização de operadores em saúde desde a Resolução CD/ANPD nº 15/2024 sobre comunicação de incidente.
A terceira é integração com agenda online. Paciente brasileiro em 2026 espera reservar consulta às 22h pelo celular, com confirmação automática. A Doctoralia reporta marcações em escala de milhões por mês no Brasil — site sem botão de agendamento que funcione em 4G perde o paciente para a clínica concorrente que carrega primeiro no Google Maps.
Ignore qualquer uma e o resultado é o mesmo: viola CFM no primeiro mês, ignora LGPD na primeira ficha, ou não capta. Refaz em 6 meses. A Huios entrega sob NDA e sigilo médico — não expomos nominalmente cliente da saúde, então tudo abaixo é prática consolidada, não case nominal.
O que o CFM 1.974/2011 proíbe textualmente
Lista direta de práticas vetadas no site, no Instagram da clínica e em qualquer peça publicitária médica. Cada item abaixo já gerou advertência em sindicâncias éticas registradas pelos CRMs estaduais nos últimos anos.
Garantia de cura ou resultado. Frases do tipo "tratamento 100% eficaz" ou "cura definitiva da [condição]" — ambas listadas aqui apenas como exemplos de antipadrão — são proibidas. Medicina não admite garantia: todo procedimento tem chance de complicação. Substituir por linguagem técnica: "indicado para [condição]", "estudos mostram eficácia em [contexto controlado] segundo [referência]".
Antes/depois sem contexto técnico restrito. Foto antes/depois de procedimento (cirurgia plástica, ortodontia, dermatologia, bariátrica) é vetada salvo contexto científico restrito. Nunca como atrativo na home. O Manual de Publicidade Médica resume:
"A publicidade médica deve obedecer exclusivamente a princípios da honestidade, decoro, veracidade, responsabilidade e dignidade profissional." — Manual de Publicidade Médica, Conselho Federal de Medicina.
Auto-promoção sensacionalista. Construções como "melhor clínica da cidade", "especialista número 1 em [área]", "técnica revolucionária", "tratamento exclusivo" — todas reproduzidas aqui apenas como exemplos de antipadrão — sugerem superioridade não comprovada cientificamente e violam o Código de Ética Médica.
Promoção ou desconto como atrativo principal. Banner com "consulta por R$ 50", "30% OFF em check-up" ou "agende hoje e pague metade" (também citados apenas como exemplos de antipadrão) violam o princípio de que serviço médico não se mercantiliza. Preço pode aparecer em página específica como transparência — nunca como gatilho de oferta com urgência forjada.
Comparação com outros médicos ou clínicas. "Diferente dos outros profissionais da região..." ou "ao contrário de [concorrente]..." — exemplos de antipadrão — é proibido pela Resolução e pelo Código de Ética Médica. Concorrência se faz por qualidade demonstrada, não por desqualificação de colega.
Técnica experimental apresentada como rotina. Procedimento em fase de pesquisa não pode ser ofertado como serviço regular. Se a clínica participa de estudo, deve indicar isso e os critérios de inclusão — não vender como "tratamento de ponta" para captação.
Cada médico do corpo clínico responde solidariamente pelo conteúdo do site. Quando o CRM regional abre sindicância por publicidade irregular, não é só o diretor clínico citado — é cada profissional cujo nome aparece. Por isso o site precisa de médico responsável técnico declarado, com nome, CRM, RQE quando há subespecialidade, e contato — exigência prática do CFM espelhada na fiscalização do RT por unidade.
O que pode aparecer no site (com tranquilidade regulatória)
Lista positiva — o que o CFM autoriza e o que o paciente espera encontrar em 2026:
- Especialidade reconhecida pelo CFM e registrada no CRM regional, com RQE (Registro de Qualificação de Especialista) quando há área de atuação ou subespecialidade.
- Formação acadêmica — graduação, residência, especialização, mestrado, doutorado, fellowships, com instituição declarada.
- Áreas de atuação registradas formalmente no CRM (juridicamente distintas de especialidade).
- Foto profissional do médico e do espaço físico (fachada, recepção, consultório). Sem foto de paciente sem consentimento expresso conforme Código de Ética Médica.
- Agenda online integrada (iClinic, Doctoralia, Feegow, BoaConsulta, Conexa Saúde).
- Convênios aceitos atualizados — Unimed, Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil, Hapvida, Notre Dame Intermédica, Porto Saúde, Allianz Saúde, Omint.
- Contato — endereço, telefone, WhatsApp Business com horário declarado, e-mail institucional.
- Conteúdo educativo com autoria nominal, revisão por médico do corpo clínico, sem dar diagnóstico nem recomendar medicação a paciente identificável.
Quanto mais específico o copy, melhor o SEO local. "Cardiologista atendendo Unimed em Pelotas/RS, agenda online disponível para esta semana" capta tráfego qualificado mil vezes melhor que "atendimento médico de qualidade".
LGPD Art. 11 aplicado a site médico
Dado de saúde é categoria especial. A Lei 13.709/2018 é explícita:
"O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, para finalidades específicas." — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Art. 11, inciso I.
Base legal preferencial em ambiente clínico:
- Consentimento explícito, livre, informado e granular (Art. 11, I) — para coleta via formulário web, pré-cadastro, anamnese digital, anexo de exame.
- Tutela da saúde por profissional de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária (Art. 11, II, "f") — para dados que entram no prontuário eletrônico após a consulta presencial ou teleconsulta.
Itens não-negociáveis para qualquer site de clínica:
- Termo de consentimento granular. Consulta ≠ marketing ≠ pesquisa clínica. Checkbox separado por finalidade. Sem checkbox pré-marcado (vedado pela ANPD).
- Política de privacidade citando Art. 11. Sem termo padrão de loja virtual — precisa mencionar dado de saúde como categoria especial e listar bases legais.
- Canal do titular ativo com SLA conforme orientação da ANPD, e-mail e formulário com Encarregado identificado.
- ROPA (Registro de Operações de Tratamento). Documento interno descrevendo cada fluxo que toca dado sensível, mapeando controlador, operador, finalidade e prazo de retenção.
- Encarregado pelo Tratamento de Dados (DPO) nomeado (Art. 41). Interno ou terceirizado.
- Plano de resposta a incidente conforme Resolução CD/ANPD nº 15/2024 — notificação obrigatória em até 3 dias úteis quando há risco relevante.
- Dispensa de Encarregado para pequeno porte: a Resolução CD/ANPD nº 2/2022 dispensa pequeno porte de algumas obrigações mas mantém a exigência quando há tratamento de dado sensível em larga escala. Clínica média ou hospital pequeno não se enquadra na dispensa.
Multa por incidente com dado sensível pode chegar a 2% do faturamento do grupo, com limite de R$ 50 milhões por infração (LGPD Art. 52, II). Clínica responde solidariamente com o operador — e a agência que codou o site é operador no sentido da LGPD. Por isso a Huios trabalha sob NDA, com cláusula de operador e plano de resposta a incidente acordado em contrato.
Estrutura ideal de um site médico
Páginas mínimas para atender clínica solo, média ou hospital pequeno:
- Home — apresentação curta, especialidades em destaque, CTA principal de agendamento, foto real do espaço, convênios em logos, médico responsável técnico no rodapé.
- Página por especialidade — descrição da área reconhecida pelo CFM, condições tratadas com linguagem técnica, médicos responsáveis com CRM e RQE, schema MedicalSpecialty.
- Perfil por médico — foto profissional, nome completo, especialidade, CRM, RQE quando há subespecialidade, formação, agenda integrada, schema Physician.
- Convênios aceitos — lista com filtro por especialidade. Atualização mensal — convênio descredenciado no ar gera ruptura de confiança e reclamação no Procon.
- Agenda online — botão "agendar consulta" em home, perfil médico e página de especialidade. Confirmação automática por e-mail/SMS.
- Localização — mapa, endereço com schema GeoCoordinates, foto da fachada, acessibilidade (rampa, elevador, banheiro PNE conforme ANVISA RDC 50/2002), estacionamento.
- Conteúdo educativo — artigos sobre prevenção, sintomas, exames com autoria nominal e data de revisão.
- Contato — telefone, WhatsApp Business com horário declarado, formulário com termo LGPD granular.
Clínica com múltiplas unidades: cada unidade vira uma MedicalClinic separada no schema. NAP (Name, Address, Phone) consistente entre site, Google Business Profile, Doctoralia e BoaConsulta. Inconsistência de NAP é o erro número um de SEO local em saúde — derruba rich snippet e confunde o Knowledge Graph do Google.
SEO local para clínica: como o paciente busca em 2026
Paciente brasileiro busca "cardiologista zona sul Porto Alegre", "dermatologista Unimed Pelotas" ou "ortopedista perto de mim que atende sábado". Long-tail por especialidade × bairro/cidade × convênio × disponibilidade é onde a clínica capta tráfego qualificado sem brigar com hospital grande. O paciente B2C decide em segundos pelo Google Maps — quem aparece primeiro com NAP consistente, foto boa e nota acima de 4.5 leva a consulta.
Pilares:
- Google Business Profile categorizado — categoria primária correta ("Médico", "Clínica médica", "Clínica de [especialidade]"), atributos relevantes, foto da fachada e equipe, avaliações respondidas em até 48h sem revelar dado clínico (o sigilo médico exige resposta genérica).
- NAP consistente entre site, GBP, Doctoralia, BoaConsulta e Feegow profile. Endereço idêntico letra-a-letra, telefone formatado igual.
- Página por especialidade × cidade quando faz sentido (clínica multi-unidade) — atenção ao threshold mínimo de conteúdo único para não cair em SEO programático que o Google penaliza.
- Conteúdo educativo evergreen que ranqueia para dúvida comum ("quando procurar cardiologista", "exames de check-up por idade") com autoria nominal e revisão médica datada — peso E-E-A-T em saúde é severo, e o Google trata sites médicos como YMYL (Your Money or Your Life), com bar de qualidade mais alto.
Schemas estruturados para busca de saúde
JSON-LD por página do site, com tipos do schema.org reconhecidos pelo Google:
- MedicalClinic na home com
address,telephone,openingHoursSpecification,medicalSpecialtylinkado,areaServed,geocomGeoCoordinates. Para hospital, Hospital (subclasse deMedicalOrganization). - Physician em cada perfil com
name,medicalSpecialty,memberOfapontando para MedicalClinic,alumniOfcom a formação,identifiercontendo o número do CRM eaffiliationcom o CRM regional. - MedicalSpecialty nas páginas de especialidade (cardiologia, ortopedia, ginecologia, dermatologia, pediatria, oftalmologia, psiquiatria etc).
- MedicalProcedure quando a página descreve um procedimento específico autorizado.
- LocalBusiness linkado ao Google Business Profile.
- BreadcrumbList em páginas internas e FAQPage em página de dúvidas frequentes (chunks de 50-150 palavras por resposta, formato otimizado para AI Overview).
Schema bem estruturado ativa rich snippet em busca local — "cardiologista perto de mim" passa a mostrar horário, telefone e botão de direções direto na SERP, e em 2026 também alimenta citações no Google AI Overview e Perplexity.
Integrações que faltam em 9 de cada 10 sites genéricos
Stack médica brasileira mínima em 2026:
- Agenda online — iClinic, Doctoralia, Feegow, BoaConsulta ou Conexa Saúde. Doctoralia opera em escala de milhões de marcações por mês no Brasil; iClinic e Feegow concentram em consultório/clínica média; Conexa Saúde domina teleconsulta corporativa.
- Prontuário eletrônico — iClinic, MV ou Philips Tasy. O site não acessa o prontuário (sigilo médico exige isolamento), mas precisa entender o fluxo para integrar agendamento e pré-cadastro com handoff seguro.
- Receita digital com ICP-Brasil — Memed é padrão de mercado para prescrição eletrônica com assinatura digital ICP-Brasil aceita em qualquer farmácia, e tem variação Memed Empresas para clínicas com múltiplos prescritores.
- Telemedicina — Conexa Saúde, iClinic Teleconsulta ou plataforma compatível com a Resolução CFM 2.314/2022, que regulamentou em caráter definitivo a telemedicina no Brasil (teleconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento e teletriagem).
- WhatsApp Business — mensagem pré-segmentada por especialidade. Horário declarado, resposta automática fora do horário avisando que não é canal de emergência (orientar SAMU 192 ou pronto-socorro mais próximo).
- Meta Pixel / GA4 sem dado sensível. Pixel não dispara antes do consentimento (Consent Mode v2), nunca recebe parâmetro com especialidade buscada ou condição clínica do paciente, formulários de agendamento ficam fora do tracking padrão e dados sensíveis são strip antes do envio.
Agência que não conhece esse stack vai entregar widget de calendário genérico que falha em mobile e formulário que viola LGPD na primeira ficha.
Faixa de preço real para site de clínica em 2026
Faixas consolidadas após projetos médicos entregues pela Huios desde 2023 sob NDA e propostas auditadas para contraprova de clientes.
| Porte da clínica | Faixa | Prazo | Escopo típico |
|---|---|---|---|
| Clínica solo (1 médico, 1 especialidade) | R$ 2.000 – R$ 6.000 | 4 a 10 dias | Site enxuto, biografia, agenda via Doctoralia/iClinic, WhatsApp Business, schema Physician, RT declarado. |
| Clínica média (3–8 médicos) | R$ 8.000 – R$ 20.000 | 4 a 8 semanas | Página por especialidade, perfil por médico com RQE, integração API com agenda, painel admin custom, ROPA inicial. |
| Clínica grande ou hospital pequeno (10+ médicos) | R$ 18.000 – R$ 45.000 | 8 a 14 semanas | Multi-unidade, bilíngue (PT+EN para turismo médico), área restrita de paciente, integração com ERP de saúde (MV/Tasy), plano de incidente ANPD. |
Inclusos em qualquer faixa: conformidade CFM 1.974/2011 revisada no copy, base de termo de consentimento LGPD Art. 11, schema MedicalClinic + Physician + MedicalSpecialty + GeoCoordinates, integração com 1 plataforma de agenda, Google Business Profile configurado, 30 dias de suporte pós-launch.
Fora do escopo padrão (adicional declarado): DPO/Encarregado terceirizado (R$ 800–2.500/mês conforme porte), hospedagem cloud Vercel + Neon (~R$ 50/mês), integração adicional além da primeira (ex: agenda própria + Doctoralia + Memed para receita digital + Conexa Saúde para teleconsulta).
Para ver a tabela comercial completa, consulte a página do nosso serviço de site para clínicas com escopo detalhado por faixa e o comparativo geral de faixas para criação de sites quando quiser ancorar contra outros tipos de site.
Perguntas frequentes
Quanto custa criar um site para clínica médica em 2026?
Clínica solo (1 médico, 1 especialidade) entre R$ 2.000–6.000 em 4–10 dias. Clínica média (3–8 médicos, multi-especialidade) entre R$ 8.000–20.000 em 4–8 semanas. Clínica grande ou hospital pequeno (10+ médicos, múltiplas unidades) entre R$ 18.000–45.000 em 8–14 semanas. Conformidade CFM 1.974/2011 e LGPD Art. 11 entram embutidas em todas as faixas — não são adicionais. Hospedagem cloud fica em torno de R$ 50/mês após o launch, e DPO terceirizado roda em R$ 800–2.500/mês conforme porte.
O que o CFM proíbe no site de uma clínica?
A Resolução CFM 1.974/2011 e o Manual de Publicidade Médica proíbem garantia de cura ou resultado, antes/depois de procedimento sem contexto técnico restrito, auto-promoção sensacionalista, promoção/desconto como atrativo comercial, técnica experimental apresentada como rotina e comparação com outros médicos ou clínicas. Cada médico do corpo clínico responde solidariamente. Permitido: especialidade reconhecida pelo CFM e registrada no CRM regional com RQE quando há subespecialidade, formação acadêmica, áreas de atuação, agenda online integrada, contato e conteúdo educativo nominal revisado por médico.
Por que LGPD é diferente para clínica?
Dado de saúde é categoria especial pela LGPD Art. 11 — regime mais rigoroso que dado pessoal comum do Art. 7º. Base legal preferencial é consentimento explícito e específico (Art. 11, I) ou tutela da saúde por profissional/serviço de saúde (Art. 11, II, "f"). Toda coleta — formulário de agendamento com sintoma, anamnese pré-consulta, anexo de exame, chat de WhatsApp com queixa — exige termo granular, ROPA documentado, canal do titular ativo e Encarregado designado. Multa por incidente com dado sensível chega a 2% do faturamento do grupo, com limite de R$ 50 milhões por infração (Art. 52, II).
O médico pode usar foto antes/depois no site?
Não como atrativo comercial. O Manual de Publicidade Médica do CFM veda imagens que possam induzir o paciente a engano — antes/depois de procedimento estético, ortodôntico, dermatológico ou cirúrgico fora de contexto científico restrito se enquadra. Exceções narrow: periódico revisado por pares, congresso médico, material didático com finalidade educacional clara — e mesmo aí, com consentimento expresso do paciente (Código de Ética Médica Art. 75). No site institucional para captação: vetado. Sindicância ética é o desfecho típico de denúncia ao CRM regional.
Como integrar a agenda do iClinic, Doctoralia ou Feegow?
Três caminhos. Widget embed oficial (iClinic, Feegow e Conexa Saúde fornecem iframe, atualização em tempo real, mais simples). Integração via API (UX customizada com disponibilidade na home, exige desenvolvimento custom, entrega experiência superior e indexação melhor para SEO). Deep link (botão "agendar" leva para o perfil no Doctoralia ou BoaConsulta, modelo simples para quem usa marketplace como canal principal). Escolha depende de qual plataforma o corpo clínico já opera — não trocamos o sistema; integramos com o que existe.
Site de clínica precisa de Encarregado (DPO)?
Sim. Pela LGPD Art. 41, o controlador (a clínica) deve nomear um Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais. Tratamento de dado de saúde em larga escala sempre exige Encarregado — a Resolução CD/ANPD nº 2/2022 dispensa pequeno porte de algumas obrigações mas mantém a exigência quando há tratamento de dado sensível. Pode ser interno ou externo terceirizado (R$ 800–2.500/mês). O site precisa expor canal do titular com contato do Encarregado ativo, e em incidente com risco relevante a notificação à ANPD é em até 3 dias úteis (Resolução CD/ANPD nº 15/2024).
Quais schemas estruturados usar em site de clínica?
JSON-LD com MedicalClinic na home (address, telephone, openingHoursSpecification, medicalSpecialty linkado, areaServed, geo com GeoCoordinates), Physician em cada perfil médico (name, medicalSpecialty, memberOf apontando para MedicalClinic, alumniOf com a formação, identifier com o CRM, affiliation com CRM regional), MedicalSpecialty nas páginas de especialidade, MedicalProcedure quando descreve procedimento, Hospital quando aplicável, LocalBusiness no GBP, BreadcrumbList em páginas internas e FAQPage em página de dúvidas. Schema bem estruturado ativa rich snippet em busca local e alimenta AI Overview em 2026.
Site precisa suportar teleconsulta (telemedicina)?
Depende do modelo. A Resolução CFM 2.314/2022 regulamenta em caráter definitivo a telemedicina no Brasil — teleconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento e teletriagem. Se a clínica oferece teleconsulta, o site precisa indicar a modalidade no perfil de cada médico que atende online, integrar com plataforma compatível (Conexa Saúde, iClinic Teleconsulta), expor o fluxo de prescrição digital ICP-Brasil via Memed e informar o paciente sobre limitações da modalidade. Se a clínica só atende presencial, dispensa o módulo — mas o disclaimer "não atendemos teleconsulta" evita expectativa frustrada.
O que é médico responsável técnico (RT) e por que precisa aparecer no site?
O médico responsável técnico (RT) é o profissional designado pelo estabelecimento perante o CRM regional para responder pela atividade médica da unidade, conforme exigência de cadastro do serviço de saúde junto ao Conselho Regional e à ANVISA (RDC ANVISA 36/2013 sobre segurança do paciente). O site deve declarar nome completo, CRM e especialidade do RT no rodapé ou na página institucional — sinaliza conformidade ao CRM em fiscalização, ao paciente em transparência e ao Google em sinal E-E-A-T para conteúdo YMYL de saúde.
Como o site pode ranquear em "cardiologista perto de mim"?
Combinação de NAP consistente entre site/Google Business Profile/Doctoralia, Google Business Profile categorizado corretamente como "Clínica de cardiologia" ou "Cardiologista", schema MedicalClinic com GeoCoordinates e medicalSpecialty linkado, avaliações respondidas em até 48h sem revelar dado clínico, página de especialidade com conteúdo único acima de 600 palavras, perfil por médico com Physician schema, e conteúdo educativo evergreen sobre cardiologia com autoria nominal. Long-tail por especialidade × bairro × convênio captura paciente B2C que decide pelo Maps em segundos.
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Fontes consultadas:
- Resolução CFM 1.974/2011 — Conselho Federal de Medicina, normas para publicidade médica (Art. 3º citado).
- Manual de Publicidade Médica — Conselho Federal de Medicina, princípios da honestidade, decoro, veracidade e dignidade profissional.
- Lei 13.709/2018 (LGPD) — Arts. 11 (dado sensível), 41 (Encarregado) e 52 (sanções administrativas).
- Resolução CFM 2.314/2022 — Telemedicina em caráter definitivo no Brasil.
- RDC ANVISA 36/2013 — Segurança do paciente em serviços de saúde.
- RDC ANVISA 50/2002 — Requisitos de projeto físico de estabelecimentos assistenciais de saúde (acessibilidade PNE).
- Resolução CD/ANPD nº 15/2024 — Comunicação de incidente de segurança com dado pessoal (prazo de 3 dias úteis).
- Demografia Médica no Brasil 2025 — Conselho Federal de Medicina, base populacional de médicos com registro ativo.
Atualizado em maio de 2026. Próxima revisão prevista: agosto de 2026, ou quando o CFM publicar nova resolução sobre publicidade médica em ambiente digital, a ANPD emitir nova orientação sobre dado sensível em saúde, ou houver atualização da Resolução CFM 2.314/2022 sobre telemedicina.
Publicado em 26 de maio de 2026 · Por Equipe Huios



